A HÉTERO–REFERENCIAÇÃO NO PÓS-MODERNO E A

REMEMORIZAÇÃO IDENTITÁRIA

 

Cimélio Senna Vasconcelos da Silva - UFRJ -UVA/UCB

 

 

O Homem, semelhante todos os organismos conhecidos, busca a sua perpetuação enquanto espécie através da interação com o meio e da reprodução. Reproduzir é a ação individual de transmitir características a uma descendência que irá, de certa forma, garantir a permanência da matriz genitora. O indivíduo, de qualquer espécie, que não for dotado do impulso reprodutivo, estará condenando à extinção as características que o compõe, em outras palavras, estará fadado à extinção da sua identidade.

Na teoria da evolução das espécies, Charles Darwin propõe a sobrevivência dos indivíduos mais fortes que irão conseqüentemente transmitir suas características, enquanto que os mais fracos terão dificuldades cada vez maiores, até que no decorrer do processo de seleção natural as características dos mais fortes tornar-se-ão predominantes em toda a espécie. Em função disso, é lícito pensar numa identidade biológica que perpassa a esfera individual e atinge o âmbito coletivo no que tange a espécie como um todo.

A humanidade, de um modo sem paralelo, apresenta uma dupla identidade, a biológica e a social. A primeira definida pela transmissão genética de características, comum a todos os seres vivos, e a segunda pela transmissão cultural de características, exclusivamente humana. Assim, a identidade social se constitui através de um processo de seleção cultural dos comportamentos, valores e conceitos individuais que irão instituir, ou modificar, um código responsável pela formação de uma identidade humana, seja de um indivíduo, de um povo, de uma nação ou civilização.

O universo existencial humano é traduzido por uma elaboração discursiva, o que estrutura uma imagem de mundo dentro da qual o homem realiza a sua existência histórica. Os diferentes grupamentos humanos produzem diferentes imagens de mundo que, por sua vez, sofrem modificações epocais. Uma identidade nacional é definida pelo conjunto de valores e conceitos que pré-determinam ou subdeterminam o comportamento e a crença da maioria dos indivíduos de um determinado grupo, identidade essa que se modifica ao longo do tempo num processo histórico de transformação.

A partir do reconhecimento da elaboração discursiva como processo continuo de formação e transformação de uma imagem identitária do mundo, cabe-nos reconhecer, também, o literário como fonte legítima da memória e da identidade nacionais. Nosso objetivo é, em seguida, caracterizar o recurso semiótico da referenciação na literatura pós-moderna, como um processo de rememorização e reidentificação da cultura nacional., para tanto utilizaremos o conceito de hétero-referenciação proposto inicialmente pelo professor Anazildo Vasconcelos da Silva no seu A Lírica brasileira no Século XX.

O discurso literário é uma forma específica de organização da linguagem que extrapola o nível da palavra, sendo capaz de estabelecer uma comunicação para além do campo meramente racional ou intelectual dos demais discursos (científico, filosófico, etc.). Assim sendo, o literário apresenta características próprias que lhe determinam a especificidade. Os chamados estilos de época correspondem à concentração de determinadas características que pertencem ao discurso literário como um todo.

Desse modo, caracterizar um movimento literário a partir de processos de estruturação da significação que ocorrem em vários textos numa determinada época, não exclui a possibilidade de que essas mesmas características possam ser reconhecidas em outros textos ao longo do percurso literário.

O reconhecimento do período barroco, por exemplo, se dá pela observância de atitudes estético-temáticas recorrentes nos textos seiscentistas, tais como a dualidade , a linguagem antitética ou paradoxal, o exagero formal e a tensão pecado/perdão, dentre outras. Contudo, fora do cânone barroco, iremos constantemente encontrar textos que apresentam essas mesmas atitudes, sem que, no entanto, possamos agregá-los ao cânone barroco. O que ocorre, na verdade, é que tais atitudes constituem uma característica do discurso literário como um todo, mas que, durante o seiscentismo se torna tão recorrente que permite o reconhecimento do Barroco como um período literário.

Outras características do discurso literário como um todo não chegam a um suficiente grau de concentração e ocorrência, que permita o reconhecimento de um período literário específico. É o caso do expressionismo que, embora possa ser reconhecido na deformação caricatural de personagens e ambientes, em vários textos de diferentes épocas, não chegou a constituir um estilo de época na literatura como o fez na pintura.

Falar em hétero-referenciação no pós-moderno, não se trata de fato, em apontar uma novidade do discurso literário, manifesta nos textos da atualidade. A referenciação é um processo reconhecível desde a antigüidade. Porém, sua incidência é tão freqüente nos textos da atualidade que sugere o seu reconhecimento como característico da literatura pós-moderna, aumentando assim, o status da referenciação enquanto paradigma ( do grego paradeigma, “padrão” ) pós-moderno. Além disso, no Pós-modernismo a referenciação não está associada a intenção do autor de se vincular a uma tradição literária como ocorre até o século XVIII; tão pouco estabelece uma relação dialógica entre textos como na intertextualidade modernista. Em verdade, na literatura pós-moderna, a referenciação se dá de um modo específico e contundente denominado hétero-referenciação.

A hétero-referenciação poética, segundo a proposta do professor Anazildo, consiste em fazer do enunciado poético a matéria do poema, isto é, a construção do poema através da ressemiotização de enunciados poéticos (decorrência da fragmentação textual). Entendendo a semiotização como um processo que estrutura a significação, ou seja, cria sentido; ressemiotizar seria gerar um novo sentido a partir de enunciados que possuíam, dentro do seu contexto originário, um sentido determinado, mas que ao serem fragmentados integram um novo enunciado com uma significação substancialmente diferenciada da anterior. Não se trata de um diálogo intertextual em que um texto se refere a outro para ressaltar a sua originalidade mantendo para isso o sentido original do enunciado referenciado, mas sim, utilizando uma terminologia proposta pelo Professor Eduardo Portella, trata-se de um processo simultâneo de desconstrução e reconstrução do sentido.

A ressemiotização em si, como processo de criação e expressão, integra a própria essência do discurso literário, mesmo nos discursos não-literários é comum encontrarmos termos e expressões que fogem do sentido convencional arbitrado pelo código lingüístico, é o fenômeno chamado conotação. O discurso literário, indubitavelmente, caracteriza-se pela linguagem conotativa. É exatamente ao utilizar com um sentido totalmente novo, o mesmo material lingüístico de que nos servimos para a comunicação ordinária, que o literário ultrapassa a própria palavra, matéria de sua constituição, remetendo-nos a uma espécie de silêncio em que podemos ouvir o que de certa maneira as palavras não dizem, esse hiato, esse silêncio, possibilita que nos emocionemos com o texto literário, e a falta dele impede que o mesmo ocorra com os demais discursos.

A ressemiotização constitui, portanto, um aspecto basilar da produção do texto literário. O que ocorre com a hétero-referenciação, que a torna característica da literatura pós-moderna, é que o enunciado ressemiotizado não advém da linguagem ordinária mas da literária. Desse modo, o autor pós-moderno, ao praticar a hétero-referenciação trata o texto referenciado como objeto do real, passível, portanto, de sofrer uma ficcionalização ou uma liricização.

A lírica pós-moderna, caracterizada pela hétero-referenciação, se contrapõe à lírica moderna, caracterizada pela auto-referenciação que faz do ato da criação (enunciação poética) a matéria do poema, elaborando poéticas particularizadas do modernismo (manifestos) e dos autores (projetos pessoais).

A hétero-referenciação poética faz da criação (enunciado poético) a matéria do poema, para evitar que a terminologia provoque equívocos é oportuno esclarecer que o ato da criação corresponde à enunciação, ou seja, ao processo que cria, elabora, o enunciado; quando falamos da criação nos referimos ao texto, o enunciado criado pela enunciação. Assim posto, vemos que as atitudes, moderna e pós-moderna, no que se refere ao recurso da referenciação, são substancialmente diferentes, o modernismo está preocupado com o processo que cria o texto, enquanto o pós-modernismo se serve do texto em si, numa decorrência natural da atitude vivenciadora do caos que lhe é própria. Implodindo as estruturas lingüísticas modernas ordenadoras do caos, a lírica pós-moderna libera os enunciados poéticos da estrutura criadora, neutralizando sua condição de signo. A semiose poética, ou seja, a produção de sentido, devido à natureza conotativa da semiótica literária, projeta os enunciados poéticos liberados no plano de expressão, ressemiotizando-os na elaboração de um novo signo (poema).

Conforme dissemos, a utilização da criação poética (enunciados poéticos dos outros) não é nada novo em literatura. Até o séc. XVIII era comum, entre os poetas, destacar um modelo reconhecível de filiação literária, como forma de inscrição do autor no campo literário (um exemplo significativo, entre nós, é Gregório de Matos). No séc. XIX, com o advento do romantismo, instaura-se a exigência poética da originalidade. A partir daí, os poetas fogem da referenciação, evitando também a similaridade, sob pena de serem acusados de plágio. No séc. XX, com a liberdade de criação deflagrada pela concepção literária modernista, a utilização de enunciados poéticos para referenciar a criação torna-se natural. Mas não se trata, nesses casos, de hétero-referenciação poética, pois os enunciados transpostos referenciam o contexto original, servindo assim para evidenciar o processo que os criou, a enunciação.

No caso do modernismo, os enunciados referenciados não se desprendem da estrutura original e conservam, por isso, a condição de signo, o que possibilita o diálogo com o novo texto, criando o que passou a ser chamado de intertextualidade. A lírica modernista, caracterizada pela auto-referenciação poética, utiliza a criação poética (os enunciados dos outros) como forma de definir sua própria individualidade, acentuando a originalidade diante do texto referenciado, através do diálogo parodístico ou parafrásico.

No caso da hétero-referenciação, não há intertextualidade, pois os enunciados referenciados integram um novo signo (poema), perdendo a individualidade. Só há um signo ( os enunciados integram a face significante do novo signo), uma só unidade (poema). Os enunciados integram o plano de expressão do texto hétero-referenciado como significante da nova estrutura, assumindo um novo vínculo sígnico indissolúvel. Isso corresponde ao processo de desconstrução/reconstrução do sentido.

A arte pós-moderna tem sido caracterizada, dentro e fora do âmbito literário, pelo sincretismo que mescla tempo e espaço, decorrência natural da utilização de formas artísticas liberadas das estruturas e dos contextos originais, ressemiotizadas para criação de um novo signo. Essa atitude de certo modo anacrônica da arte pós-moderna, acentuada sobretudo na arquitetura e na pintura, tem levado os críticos a acusá-la de falta de originalidade e de criatividade, constituindo um pastiche.

Nossa proposta vem de encontro a essa visão, apontando que a arte pós-moderna, através da ressemiotização desrealiza o status quo estético, para construir uma nova estética bem mais condizente com a comtemporaneidade, mantendo, contudo, uma referência às estéticas anteriores. Essa atitude da arte pós-moderna antecipa uma postura que vem cada vez mais sendo assumida nos diversos campos do conhecimento humano, a questão da reciclagem. Não podemos mais associar à idéia de reciclagem qualquer conotação demeritória, pelo contrário devemos reconhecer que esta é a grande chave para abrandar a maioria das questões mundiais na atualidade. Os modelos político e econômico em vigor, mostram-se totalmente incapazes de solucionar a crise mundial, carecendo de uma urgente reciclagem para reestruturar conceitos como os de qualidade de vida crescimento e bem-estar sociais; as ciências naturais e sociais, já apontam para uma reestruturação dos seus conceitos básicos, é o caso da física quântica que reavalia toda a física newtoniana, ou da sociologia ecológica que vê o homem além da sua condição histórica.

A visão holística e integradora é, hoje, uma tendência da humanidade. Contudo, não se pode abandonar as conquistas e avanços da civilização, daí a necessidade de reconstruir mantendo um vínculo, uma referência, com o passado. Desse modo, acreditamos que o processo semiótico da hétero-referenciação reflete a tensão existencial do homem atual e a literatura pós-moderna manifesta e antecipa uma tendência integralmente de acordo com a contemporaneidade, não podendo ser considerada de menor quilate do que qualquer outro período da literatura.

No âmbito da narrativa também ocorre criação de novos signos, embora não se possa falar aqui de hétero-referenciação poética, dada a natureza específica do discurso narrativo e da matéria romanesca. A matéria romanesca, como a definimos, tem duas dimensões distintas, a real e a ficcional. A dimensão real, elaboração referencial da proposição de realidade, constitui uma moldura do mundo dentro da qual se insere o ficcional, elaboração do imaginário. O romance histórico, tomando um fato histórico como contexto para articulação do ficcional, abandona a elaboração referencial da dimensão real. Essa inovação, praticada pelo romance histórico romântico, leva a narrativa realista a construir a dimensão real como representação histórica (caráter documental: menção de nomes de cidades, bairros, ruas, etc.). Mas até aqui as duas dimensões são independentes e guardam a autonomia contextual, a fronteira entre elas só começa a desaparecer com a narrativa moderna, através da ficcionalidade histórica.

A narrativa pós-moderna, tomando um fato ficcional como moldura de mundo, mescla real histórico e real imaginário, nivelando as duas dimensões da matéria romanesca ( Memorial do fim é um exemplo, ao lado das biografias romanceadas), criando uma hiper-realidade ou o transreal. O fato ficcional como moldura objetiva de mundo acaba imprimindo ficcionalidade aos fatos históricos inseridos nela, é a ficcionalidade histórica. Na narrativa pós-moderna, as dimensões real e ficcional nivelam-se pelo vínculo histórico, eliminando a autonomia contextual e permitindo, com isso, a ficcionalização de fatos e personagens históricos e a historicização de fatos e personagens ficcionais.

As implicações teóricas dessa atitude pós-moderna são muitas, a começar pela eliminação das fronteiras entre real e ficcional e, consequentemente, entre as lógicas naturais de enunciação, que convertem a relação do homem com o mundo em signos, e as lógicas ficcionais de enunciação que estruturam a situação existencial imaginária, legitimando-as todas elas como instâncias estruturantes do universo humano-existencial. Fundem-se as identidades histórica e simbólica do homem, aliando as elaborações histórica e imaginária na construção de uma nova dimensão humano-existencial. Um bom exemplo na literatura brasileira é “Memorial do Fim ou a Morte de Machado de Assis” de Haroldo Maranhão. Machado de Assis agoniza na Rua Cosme Velho 18 e recebe a visita de seus amigos (seres históricos) e, de igual modo, o Conselheiro Aires agoniza no mesmo endereço e recebe a visita de seus amigos (seres ficcionais), fundindo assim, com a identificação de Machado e de Aires, o real histórico com o real imaginário, criando uma nova dimensão existencial. O universo literário machadiano serve de moldura de realidade para a elaboração ficcional de Haroldo Maranhão.

A intertextualidade requer a contraposição dialógica ou parodista do texto referenciado, enquanto a hétero-referenciação neutraliza a contraposição dos textos, permitindo a ressemiotização dos enunciados referenciados que entram na composição do novo signo (poema). Sendo uma relação interna, realizada através do vínculo sígnico, a hétero-referenciação poética opera uma intra-textualidade.

A auto-referenciação poética, fazendo do ato da criação a matéria do poema, cria poéticas particulares de autores e movimentos poéticos. Decorre, dessa atitude, a submissão da criação a uma estrutura racional organizadora, acentuando a particularidade do espaço lírico através da expressão subjetiva do Eu lírico. A hétero-referenciação, implodindo as estruturas, integra as expressões subjetivas através de um Eu lírico metonímico, criando um espaço lírico despersonalizado.

Se a auto-referenciação realça a individualização do Eu lírico personalizando a expressão subjetiva, a hétero-referenciação realça um Eu lírico metonímico pela despersonalização da expressão subjetiva que pode então integrar um novo signo (poema). Daí a impressão de que não há criação na elaboração pós-moderna, uma vez que o modernismo identificava criação com originalidade e individualidade.

A ordenação do caos se processa no modernismo através da imposição de estruturas lingüísticas que particularizavam os conteúdos, impedindo que eles se interpenetrassem. Com a implosão das estruturas lingüísticas, sob a atuação do pós-modernismo, os conteúdos se mesclam, propiciando a criação de signos vivenciadores do caos.

Se o modernismo, para ordenar o caos, precisava distinguir e particularizar os conteúdos, com o pós-modernismo ocorre a indiferenciação e a conseqüente anulação das fronteiras (estruturas). Não se diferenciam os conteúdos históricos e ficcionais, literários e paraliterários, biográficos e imaginários, etc.

Ordenar o caos é criar, vivenciar o caos é articular o criado. Por isso a auto-referenciação se realiza no nível da enunciação e a hétero-referenciação no nível do enunciado.

A intertextualidade moderna ocorre no nível da enunciação, por isso os enunciados inseridos referenciam metonimicamente o texto original, o que lhes conferem a condição de signos, garantindo a individualidade dos textos referenciados, já na intertextualidade pós-moderna os enunciados desarticulados do texto original (referente) perdem a condição de signos, passando a integrar o novo texto como metáfora. Por isso, não há nenhuma preocupação em identificar o texto ou o autor dos enunciados referenciados. Se o leitor não os conhecer de antemão, fruirá deles apenas a força metafórica.

Com a hétero-referenciação, o texto pós-moderno elabora o novo através da ressemiotização dos enunciados já anteriormente criados, operando uma espécie de intra-textualidade em contraponto com a intertextualidade moderna.

Finalmente, gostaríamos de associar o procedimento pós-moderno da ressemiotazação (proporcionado pela hétero-referenciação ) a um processo de reestruturação da memória e da identidade nacionais.

Se, conforme dissemos no início, a elaboração discursiva constrói uma imagem de mundo que traduz o universo existencial humano criando uma identidade, após o que, reconhecemos o discurso literário como fonte legítima dessa identidade e da memória, podemos afirmar que o modernismo brasileiro revela a memória identitária do nosso povo.

Diversos críticos e historiadores da literatura brasileira colocam a idéia, tacitamente aceita, de que o modernismo revisitou criticamente, todo o nosso processo de formação histórica e cultural em busca de uma identidade brasileira. Tal atitude modernista, sobretudo da primeira fase, produziu uma literatura legitimamente nacional e independente. Descoberto em 1500 o Brasil vem ao longo desses 500 anos formando sua identidade, ou seja, o conjunto de características culturais que permitem o nosso reconhecimento como um povo. Ao priorizar a brasilidade, o modernismo produziu um relato da memória nacional com o qual estamos plenamente identificados, uma vez que, traduz a nossa identidade nacional.

A postura ressemiotizante do pós-modernismo, ao praticar a hétero-referenciação utilizando enunciados produzidos durante o modernismo, desconstrói e reconstrói o sentido desses enunciados. Dessa forma a literatura pós-moderna brasileira está rememorizando e reidentificando a nossa nacionalidade, ajustando-a ao contexto contemporâneo que incorpora elementos holísticos e globalizantes, reflexo da tensão existencial do homem atual a partir de uma ótica nacional.

 

 

Referências Bibliográficas:

 

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